📈 /level-up: 1 automação por semana
Uma entrevista, um artefato. Caminhe os 3 Ms toda semana e shippe UMA automação real — até o cérebro ver oportunidades sozinho.
Conteúdo detalhado
O que o /level-up faz
A skill semanal que transforma 3 Ms em artefato real
O /level-up é um ritual semanal que caminha os 3 Ms (Mindset → Method → Machine) em busca de UMA automação para shippar. A regra central: uma entrevista = um artefato. Nada mais, nada menos.
🎯 Por que apenas UM artefato?
Fazer dois é tentar fazer zero. A restrição é intencional: força priorização real, entrega em dias (não semanas) e cria o loop de feedback que ensina seu julgamento de alavancagem.
- •4–6 runs e você começa a ver oportunidades sem precisar da skill
- •O brain-rewire acontece pelo hábito, não pela reflexão
- •Cada run grava uma decisão no log — evidência acumulada do seu sistema
✓ O que o /level-up É
- ✓Uma entrevista estruturada que VOCÊ conduz
- ✓Um ritual semanal com saída tangível
- ✓Um instalador dos 3 Ms no seu cérebro
- ✓Um acelerador de julgamento de alavancagem
✗ O que o /level-up NÃO É
- ✗Um coach (você pensa, a skill entrevista)
- ✗Um planner multi-candidato
- ✗Uma análise de portfólio de automações
- ✗Um gerador de roadmap de longo prazo
Fase 1 — Mindset (achar o candidato)
As 5 perguntas que revelam onde sua alavancagem está escondida
A Fase 1 é uma entrevista de diagnóstico. Você responde 5 perguntas; a skill ranqueia os candidatos por alavancagem. O objetivo não é listar tudo — é achar 1 a 3 candidatos que merecem ir para o Method.
💡 Dica Prática: não force candidatos
Se você responder as 5 perguntas e não encontrar nenhum candidato óbvio, isso é informação valiosa: seu sistema atual está bem operado. Registre no log e pule a semana. Forçar um candidato fraco gera artefato que ninguém vai usar.
Fase 2 — Method (escopar um)
Os 5 passos do Bike Method aplicados ao candidato eleito
A Fase 2 pega o candidato de maior alavancagem e o passa por 5 passos obrigatórios. Se qualquer passo não fechar — especialmente o KPI — o processo para. Sem KPI, sem artefato.
Find Constraint
Identificar o gargalo real
Qual é a restrição que este candidato alivia? Nomear o constraint antes de construir — sem isso, você otimiza a parte errada.
EAD — Eliminar Antes de Delegar
A pergunta anti-gold-plate
Posso eliminar essa tarefa em vez de automatizá-la? Se a resposta for sim e "nada quebra", logue a vitória e saia feliz. A melhor automação é a que não precisa existir.
Map — 5 Elementos
Desenhar o fluxo antes de construir
Trigger · Input · Processo · Output · Receptor. Os 5 elementos que definem o artefato. Se você não consegue preencher os 5, o escopo está frouxo.
Autonomy — menor nível como default
Quanta autonomia o artefato vai ter?
Default: nível mais baixo que resolve. Autonomia extra = risco extra. Começa conservador e escala só se o dado justificar.
KPI — obrigatório, senão para
Balde + métrica · se não tiver, não constrói
Defina: qual balde mede sucesso (tempo, dinheiro, qualidade, risco) e qual número target. Sem KPI, você nunca saberá se o artefato valeu. O /level-up trava aqui se o KPI não for definido.
⚡ Dica Prática: EAD antes do Map
Sempre execute EAD antes do Map. Construir o mapa de uma tarefa que podia ser eliminada cria apego ao artefato — e apego é o inimigo da simplicidade. Pergunte primeiro: "e se eu só parasse de fazer isso?"
Fase 3 — Machine (construir)
As 4 opções de ship: Boring-is-Beautiful como regra de ouro
A Fase 3 pergunta: "Como você quer shippar?" Existem 4 opções, ordenadas do mais simples ao mais complexo. O default é sempre a maior opção possível SEM IA que resolve o problema.
Um texto de instrução salvo num arquivo ou ferramenta. Você cola, revisa, envia. Zero código, zero automação. Mas é um artefato real que reduz fricção cognitiva toda vez.
Uma skill com lógica if/then, sem IA. Script, automação, planilha com fórmulas. Previsível, auditável, zero custo de inferência. Prefira sempre que a lógica for codificável.
Uma skill que chama LLM para partes onde julgamento é necessário (classificar, resumir, redigir). Ainda controlado: você define input/output, a IA preenche o meio.
Um agente autônomo que toma decisões por conta própria. Alto custo, alto risco, difícil de auditar. Use APENAS quando as 3 opções anteriores são genuinamente insuficientes.
✓ Boring-is-Beautiful: FAZER
- ✓Escolher sempre a opção mais simples que resolve
- ✓Preferir lógica determinística quando possível
- ✓Shippar em horas, não semanas
- ✓Escalar complexidade só com dado que justifica
✗ Boring-is-Beautiful: EVITAR
- ✗Ir direto para sub-agent porque parece mais poderoso
- ✗Adicionar IA onde lógica simples basta
- ✗Construir infra antes de validar o uso
- ✗Pular a Fase 1 por achar que o candidato é óbvio
Bike Method lock
O frontmatter que trava todo artefato na Fase 1 por padrão
Todo artefato criado pelo /level-up nasce com um frontmatter padronizado. O campo bike-method-phase: 1 não é decoração — é o lock que impede que o artefato pule validação manual antes de rodar com autonomia.
title: "[nome do artefato]"
created: 2026-06-01
owner: "[seu nome]"
bike-method-phase: 1 # LOCK — não avance sem validação manual
kpi-balde: "[tempo|dinheiro|qualidade|risco]"
kpi-target: "[métrica e número]"
autonomy-level: 1 # 1=manual-review; 2=notif; 3=auto
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🔒 Por que o lock na Fase 1?
O Bike Method define 3 fases de maturidade de um artefato: Fase 1 (validação manual, você revisa cada output), Fase 2 (notificação, você é alertado mas o artefato age), Fase 3 (totalmente autônomo). Todo artefato começa na 1.
- •Avançar de fase requer edição explícita do frontmatter — não é automático
- •A tela de fechamento do /level-up lembra: "revise manualmente antes de confiar"
- •O log de decisões registra cada mudança de fase com justificativa
Contrato de saída
O que cada run do /level-up produz obrigatoriamente
Cada execução do /level-up termina com 3 entregas obrigatórias. Se qualquer uma faltar, o run não está completo. Não é documentação opcional — é o contrato que mantém seu sistema auditável e o hábito real.
1. Entrada no decisions/log.md
A spec do Method: candidato escolhido, output do EAD, mapa dos 5 elementos, KPI definido, autonomia escolhida. Registro permanente da decisão.
2. Artefato scaffoldado
O arquivo criado com frontmatter completo, bike-method-phase: 1, e estrutura mínima para uso imediato. Não um esboço — algo que funciona na Fase 1.
3. Tela de fechamento
Resumo do run com lembrete explícito da Fase 1: "este artefato está travado em revisão manual — valide antes de confiar". Ancora o comportamento correto.
📊 Por que o log importa?
Após 4–6 runs, o decisions/log.md vira um ativo estratégico: você consegue ver padrões (quais candidatos voltam?, quais artefatos avançaram para Fase 2?), calibrar seu julgamento de alavancagem e mostrar progresso do sistema para qualquer stakeholder.
O brain-rewire
Por que rodar toda sexta é o único mecanismo que funciona
O objetivo de longo prazo do /level-up não é criar artefatos — é instalar os 3 Ms no seu sistema operacional cognitivo. Depois de 4–6 runs, você começa a ver oportunidades de automação no meio do dia, sem precisar da skill. Isso é o brain-rewire.
🧠 Como o brain-rewire acontece
Não é coaching, não é reflexão, não é estudo. É repetição estruturada com saída tangível. Cada run que fecha com um artefato real reforça o circuito neural que associa "trabalho manual" com "candidato a automação".
- •A ancoragem temporal (sexta-feira) elimina a decisão de "quando fazer"
- •O artefato físico cria evidência de progresso — não abstração
- •O log acumulado dá perspectiva do sistema crescendo semana a semana
📅 Dica Prática: toda sexta, sem negociar
O cron não é necessário. O ritual é você que âncora. Bloquear 30 minutos toda sexta — mesmo que o run resulte em "nenhum candidato esta semana" — é o que cria o hábito. A consistência importa mais que o resultado de cada run individual.
Runs pulados viram "vou fazer depois" viram nunca. O /level-up não tem valor teórico — só tem valor executado.
✓ O que cria o brain-rewire
- ✓Repetição semanal sem pular
- ✓Artefato real ao final de cada run
- ✓Log que evidencia o sistema crescendo
- ✓Ancoragem no mesmo horário toda semana
✗ O que NÃO cria o brain-rewire
- ✗Ler sobre automação sem executar
- ✗Fazer runs esporádicos "quando der tempo"
- ✗Construir sem KPI definido
- ✗Pular o log e ir direto ao artefato
📈 Resumo do Módulo
bike-method-phase: 1 e trava validação manual
Próximo Módulo:
3.4 — Expansões & Cadência semanal · 🌱 · ~35min
Como escalar o sistema além do ritual semanal: cadência multi-trilha, expansões de contexto e operação sustentável.